Financiamento imobiliário mira alta renda

23/03/2009


O mercado de crédito imobiliário no Brasil passa agora a mirar também as classes de maior poder aquisitivo. O Santander e a corretora americana de imóveis de luxo Sotheby’s fecharam, nesta segunda-feira (23/03), parceria para financiar imóveis de alto padrão. A expectativa é que o negócio movimente R$ 720 milhões nos próximos cinco anos.

“Queremos atrair a alta renda para as operações de crédito imobiliário, que, no Brasil, não costumam ser usadas por esse segmento”, afirma Fábio Barbosa, presidente do Grupo Santander. “Vamos mostrar que, ao financiar seu imóvel, o comprador pode guardar o dinheiro para aplicar em outros investimentos, multiplicando seu patrimônio”, completa Fábio Rossi, representante da Sotheby’s no Brasil.

Não haverá para a parceria nenhuma linha de crédito específica. Segundo José Roberto Machado, diretor-executivo de Crédito Imobiliário do banco, os produtos oferecidos pelo Santander já são suficientes para atender à demanda. A única mudança foi eliminar o limite máximo de financiamento imobiliário de R$ 800 mil.

Atualmente, o Santander trabalha com linhas de crédito imobiliário residencial com prazos de até 30 anos e com taxas de juros a partir de 13,80% ao ano para financiamentos com prestações fixas. O banco financia até 80% do valor dos imóveis.

“Na Europa, Estados Unidos e Japão são comuns os financiamentos para todas as faixas de renda. Vemos nesta parceria uma grande oportunidade para oferecer um produto diferenciado para o mercado”, diz Machado.

“O grande mercado no Brasil continua a ser a baixa renda, mas sempre haverá espaço para imóveis de alto padrão. O brasileiro troca de casa, em média, uma vez a cada sete, oito anos. Além disso, a classe média tem crescido nos últimos anos”, analisa João Batista Crestana, presidente do Secovi-SP.


Expectativas para 2009
As vendas de imóveis em 2009 devem deixar a desejar na comparação com os últimos dois anos. “Desde 2001, temos um mercado imobiliário maduro. O desempenho que tivemos em 2007 e 2008 foi extraordinário, mas ele deve ser considerado como um ponto fora da curva. Para este ano, esperamos recuperar o ritmo de crescimento que tivemos entre 2001 e 2006”, projeta Crestana.

http://epocanegocios.globo.com:80/Revista/Common/0,,EMI65205-16357,00-FINANCIAME


Comentário




Imagem de Segurança Clique para ouvir Veja um novo conjunto de caracteres